Notícias Rede do Observatório do Clima lança cardápio de propostas para candidatos

Rede do Observatório do Clima lança cardápio de propostas para candidatos

10 jun 2026

Cardápio de 14 temas cobre diversos pontos da agenda ambiental e climática; IAS colaborou com material de saneamento básico

10 jun 2026

(Agência Brasil)
(Agência Brasil)

Propostas para a Política Ambiental Brasileira é um documento construído coletivamente a partir da rede do Observatório do Clima. Lançado em 10 de junho, ele traz um cardápio de temas sobre os quais candidatos ao executivo e legislativo devem se comprometer. 

Divididas em 14 temas, as propostas focam em reverter os muitos retrocessos promovidos pelo Congresso ao propor ou aprovar legislação que prejudica o meio ambiente, ignora o contexto das mudanças climáticas e coloca em risco proteções e garantias de leis anteriores. 

O documento do Observatório do Clima tem como meta garantir que o Brasil cumpra suas metas climáticas e ambientais, com distribuição justa de recursos, direitos e oportunidades.

“O objetivo é apoiar candidatos e partidos na formulação de propostas e iniciativas, no âmbito do Executivo e Legislativo, de forma a evitar mais destruição e a garantir que o Brasil cumpra o que prometeu aos seus cidadãos e nos fóruns internacionais”, afirmou Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, no site da organização.

Os temas incluem Justiça Climática, Racismo Ambiental e Direitos Humanos, Proteção Territorial e de Comunidades Tradicionais e Transição Energética Justa, entre outros. O IAS colaborou na elaboração do documento que trata de Saneamento Básico e Gestão de Resíduos. 

As propostas de Saneamento Básico e Gestão de Resíduos

Dentro deste tema, a rede do Observatório do Clima defende que as soluções para os serviços públicos que integram o saneamento necessitam estar coordenadas e precisam considerar a realidade de crise climática. 

Na perspectiva dessa crise, a vulnerabilidade dos sistemas existentes necessita ser reduzida, soluções convencionais precisam ser revisadas e novas infraestruturas precisam ter maior resiliência climática. 

A abordagem integrada entre os quatro componentes do saneamento básico, abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, é outro ponto que a rede do OC entende como essencial. 

A articulação de ações do poder público que integram o conceito mais amplo de saneamento ambiental, que abrange a proteção ambiental e o controle de poluição, o controle de vetores e endemias e outras medidas de saúde pública deve ser buscada. 

A universalização do acesso aos serviços de saneamento básico no prazo mais breve possível deve ser uma prioridade. Os brasileiros têm direito a esses serviços como decorrência direta do direito à moradia previsto no artigo 6º da Constituição. 

Em relação aos destaques no âmbito do legislativo, a rede pontua que o Congresso Nacional precisa fortalecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com projetos de lei que olham para etapas que vem antes da disposição final, como a não geração e a reciclagem. 

Finalmente, seria de grande importância discutir o acesso à água potável a todos. Há proposta que pretende instituir o acesso à água potável como direito e garantia fundamental na Constituição Federal.

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