Nova edição de levantamento da ANA traz panorama detalhado da água no Brasil
24 Abr 2026
Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025 reúne indicadores atualizados sobre disponibilidade, uso, gestão e eventos críticos
24 Abr 2026
O estado das águas brasileiras é o tema do Relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025. Produzido pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ele constitui a principal referência nacional sobre a situação das águas, reunindo indicadores atualizados sobre disponibilidade, uso, gestão e eventos críticos.
Como novidade, a edição de 2025 passa a ser totalmente digital e com maior interatividade, com o objetivo de permitir mais acesso e a transparência das informações para gestores e sociedade.
Segundo o levantamento, o balanço hidrológico anual mostra que o Brasil registrou aproximadamente 13,3 trilhões de m³ de chuvas (em 2023, foram 15,04 trilhões de m³) e 8,72 trilhões de m³ de evapotranspiração (água que vai para a atmosfera no estado de vapor, somando a evaporação direta do solo e superfícies hídricas com a transpiração das plantas).
Em 2024, o volume de água que escoou pelos rios brasileiros chegou a cerca de 7 trilhões de m³ de água, sendo 2,1 trilhões de m³ provenientes de outros países amazônicos. Para a ANA, esse número evidencia a grande dependência de fluxos transfronteiriços na região Norte e reforça a importância da cooperação internacional na gestão hídrica.
Em relação ao uso da água, o relatório aponta que a retirada total em 2024 chegou a 2.098,7 m³/s (ou 66,37 trilhões de litros por ano). A irrigação responde por 50,3% desse total, seguida pelo abastecimento humano (22,3%) e pela indústria (9,9%), evidenciando o peso do setor agropecuário na demanda hídrica nacional.
Impactos climáticos
O relatório também destaca o impacto dos eventos climáticos extremos, evidenciando a relação entre mudanças climáticas e aumento da vulnerabilidade hídrica no Brasil.
De acordo com o documento, de 2015 a 2024, foram contabilizados 13.144 eventos de secas associados a danos humanos, totalizando mais de 108 milhões de pessoas afetadas por secas e estiagens no Brasil. Somente em 2024, foram contabilizados 1.279 eventos e mais de 10 milhões de pessoas afetadas.
Já em relação a cheias (alagamentos, enxurradas, inundações e chuvas intensas), foram cerca de 12 milhões de pessoas afetadas em 2024. Mais de 1 milhão de pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas. Além disso, foram registrados 255 mortes decorrentes de eventos de cheias, sendo 187 somente na Região Sul.
A infraestrutura de monitoramento da ANA gerencia mais de 4,7 mil estações hidrometeorológicas, dentro de uma rede nacional com mais de 23 mil pontos de monitoramento. De acordo com a agência, esse sistema é essencial para prever eventos extremos, orientar políticas públicas e garantir respostas mais rápidas a crises hídricas.
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