Noticias Relatórios do IAS monitoram retirada e volumes dos mananciais da RMSP em 2026

Relatórios do IAS monitoram retirada e volumes dos mananciais da RMSP em 2026

10 Jul 2026

Com a publicação do oitavo levantamento sobre as represas que abastecem a região, IAS consolida levantamento periódico relacionado à segurança hídrica na principal área metropolitana do país

10 Jul 2026

(Prensa Sabesp)
(Prensa Sabesp)

Com a publicação do oitavo “Monitoramento de Retirada de Água dos Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo”, o IAS chega à metade do ano de 2026 com seis relatórios mensais sobre a situação das represas que abastecem a região. 

A realização de um levantamento periódico relacionado à segurança hídrica, na principal área metropolitana do país, que já viveu uma crise hídrica severa na década passada, é uma atividade importante dentro da atuação do Instituto, que busca qualificar e ampliar os debates relacionados ao saneamento.

O novo relatório destaca que, embora a queda no nível das represas do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) tenha sido contida graças a chuvas dentro da média e uma operação estável, decisões regulatórias devem influenciar questões operacionais dos próximos meses.

A Deliberação 1.813, publicada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) em 17 de junho, contempla a nova metodologia de acompanhamento das faixas de operação do Sistema Cantareira, que por sua vez definem a duração da GDN – Gestão de Demanda Noturna (período em que a Sabesp reduz a pressão da água enviada para as torneiras).  

O relatório aponta que o Cantareira fechou o mês de junho com 39% de seu volume, entrando em julho na Faixa 3 (Alerta), que limita a retirada de água em 27 m³/s. Como a retirada vem se mantendo estável em torno de 25 m³/s e GDN fixada em 10h, não deve haver impacto no abastecimento. A partir desses parâmetros (retirada do Cantareira em 25 m³/s e GDN fixada em 10h), a nova metodologia calcula o volume mínimo esperado para os mananciais desse sistema nos próximos meses. Isso aponta para um cenário em que a GDN se estenda por mais um ano. 

Dados sobre retirada mensal de água, chuvas acumuladas no mês e vazão natural, dos sistemas Integrado Metropolitano e Cantareira, são atualizados e contextualizados nas séries históricas. A publicação traz ainda números sobre transferências de águas da bacia do rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira desde outubro de 2025, quando o expediente de reforço foi utilizado pela Sabesp mais cedo do que aconteceu em outros anos. 

O levantamento traz também dados de previsões de chuvas do Cemaden que indicam que se as chuvas de junho a setembro forem 25% abaixo da média ou pior, o sistema chegará ao início da estação de chuvas em nível de restrição, impondo uma redução mais severa do limite permitido de retirada de água do Sistema Cantareira. Há de se considerar ainda a forte dose de imprevisibilidade representada pela chegada do fenômeno El Niño, prevista para o segundo semestre pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). 

O que os relatórios trouxeram até agora

O primeiro relatório de Monitoramento de Retirada de Água dos Mananciais da RMSP saiu em outubro de 2025 com uma informação inédita: a Sabesp estava batendo recordes de extração das represas. A partir do estudo do IAS, a informação foi veiculada em primeira mão pela Folha de S. Paulo para depois reverberar por CBN, G1, TV Globo e G1. 

Clique aqui para acessar todos os relatórios

Depois de um segundo relatório em novembro, o IAS estabeleceu a partir de fevereiro uma periodicidade mensal para as publicações, com um relatório por mês desde então. O monitoramento acompanhou o comportamento dos reservatórios da estação chuvosa para o período seco, a partir de abril.

Entre janeiro e março, houve uma recuperação parcial do Sistema Integrado Metropolitano graças às chuvas. Foi quando o Cantareira passou dos 40% de seu volume, operando na Faixa 2 (Atenção), uma abaixo da faixa considerada normal. No entanto, o nível de 43,6% é o mais baixo dos últimos 10 anos para o início da estação seca.

Em abril, veio o início da estiagem e a vazão natural das represas ficou 35% abaixo das médias históricas. O Sistema Integrado Metropolitano e o Sistema Cantareira registraram os menores volumes para o mês dos últimos 10 anos. Com a redução das entradas de água nos sistemas e a manutenção das retiradas, os volumes iniciaram trajetória de queda, ainda que de forma moderada. A Arsesp decidiu manter a redução de pressão (GDN) em 10 horas diárias por tempo indeterminado.

O relatório que trouxe os dados de maio alertou que, em meio à estiagem e às incertezas climáticas e regulatórias, crescia a dependência das chuvas da próxima estação úmida. Maio manteve o padrão observado no início da estação seca, com chuvas e vazões naturais abaixo da média histórica em um período em que já se espera redução das entradas de água nos mananciais. 

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