Dia da Mulher é dia de luta

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O Dia da Mulher é um dia de luta

Para nós, do IAS, é momento de refletir e debater sobre as diversas desigualdades que atravessam as mulheres, inclusive em relação ao acesso à água e saneamento básico. Uma em cada sete brasileiras não tem água encanada em casa, uma em cada quatro não dispõe de sistema de coleta de esgoto e 1,6 milhão sequer têm banheiro em suas residências*. 

A falta de acesso a serviços de água e esgotamento sanitário, além de ser uma violação de direitos humanos, impacta o acesso a outros direitos, como  alimentação, educação, moradia adequada, segurança e saúde. A essas violações, somam-se o racismo ambiental e os efeitos das mudanças climáticas, que atingem mais fortemente pessoas em situação de vulnerabilidade, como ocorreu entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano em diversas regiões do país. 

As mulheres negras, periféricas, empobrecidas, indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais são as mais afetadas pelo problema crônico da falta de saneamento básico e que pode se tornar um problema agudo diante do atual contexto de emergência climática. Historicamente colocadas no papel de cuidadoras, são as mulheres que preparam o alimento, dão banho aos filhos, limpam a casa. Logo, quando a mulher tem seus direitos à água e ao saneamento garantidos, toda a comunidade é beneficiada! 

E, mesmo acumulando duplas, às vezes triplas jornadas, elas se unem à luta por melhorias na infraestrutura de seus territórios. Por isso, é urgente a construção de políticas públicas pela garantia do acesso das mulheres, especialmente as que chefiam lares, e de suas crianças a serviços de qualidade de água e esgotamento sanitário.  

*Fonte: estudo Mulheres e Saneamento (2018)